Você grita com seu filho?

Quando nos tornamos pais, enfrentamos muitos desafios.

Um deles é como reagir diante dos comportamentos e disciplinar os filhos para que cresçam bem e ajustados a sociedade em geral.

Muitas vezes, perdemos o controle diante das situações que vivemos nessa relação com nossos filhos, porque na verdade, na maior parte do tempo estamos estressados, cansados... E automaticamente, descarregamos a nossa carga de insatisfação sobre eles.

Nos esquecemos totalmente que são crianças e agem como crianças.



Comunicação na infância

A maneira como a gente reage diante do comportamento desafiador dos nossos filhos tem muito mais a ver com as nossas crenças e padrões de comunicação e comportamento que adquirimos ao longo da vida.

Nossas experiências infantis, o que escutamos e como fomos tratados, tudo isso foi se tornando uma verdade para nós, foi se solidificando ao longo dos anos.


O grito

Hoje, mesmo que você tenha optado por educar sem gritar, é muito difícil evitar o grito se seus pais gritavam com você para controlar seu comportamento. O grito se tornou um padrão de comunicação, você foi ensinado que ganha quem fala mais alto e que baixa a cabeça e obedece quem é mais fraco.

E quando seu filho te tira do sério, quando você sente que está perdendo o controle e atinge o seu limite, automaticamente você recorre ao grito. Do seu inconsciente, brotam as crenças de como devemos agir com a criança que faz alguma coisa que você não concorda e, quando você menos espera repete o padrão que recebeu na casa dos seus pais.


Algumas vezes, queremos cobrar dos nossos filhos uma maturidade, um comportamento que eles ainda não possuem. Esquecemos que estão se desenvolvendo e aprendendo...

Isso não significa que você deve "fechar os olhos" para os comportamentos indesejados das crianças. A autoridade dos pais deve ser exercida sim, mas sempre com respeito, sem humilhar, sem constranger, sem expor.

Para romper este ciclo, é preciso olhar para dentro de você: Como foi sua infância? Que crenças e padrões violentos comportamentais você traz do passado? Quais deles ainda te limitam atualmente?


O que fazer?

Antes de gritar ou perder a paciência, dê ao seu filho(a) a oportunidade de se explicar, de contar o que houve, ou porque ele agiu assim. Antes de tudo, ouça!

Antes de erguer a mão para uma criança, se pergunte o porque está agindo assim, se pergunte o que está por trás desse comportamento agressivo.

Não somos perfeitos. Nossos filhos também não.



Então como ter mais paciência?

> Construa uma relação de responsabilidade e confiança: Precisamos de seres humanos capazes de superar seus medos. Assumir os erros e seguir em frente. E nós, pais, temos uma grande parcela de contribuição para que isso realmente aconteça.

15 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo