Como lidar com brigas entre as crianças?

Quando nos tornamos pais, enfrentamos muitos desafios.

Queremos que nossos filhos estejam sempre bem, felizes, saudáveis e que sejam boas pessoas.

Mas, e se no meio do caminho ocorrer alguma coisa inesperada e que possa causar desconforto como brigas e discussões?

Será que estamos preparados para lidar com essas brigas entre nossos filhos?

E se o seu filho brigar com outra criança?



As motivações são inúmeras e complexas e, o ciúme nem sempre é o motivo principal.

Perguntar “o que esta acontecendo?” ou “quem começou?” pode ser uma grande armadilha, pois dependendo da idade da criança elas nem sabem as verdadeiras razões.

Os conflitos podem chegar de repente, quando uma criança representa um obstáculo a ação da outra, quando uma invade o território da outra, ou se sente insegura, e algumas brigas são apenas descargas motoras.

Vamos pensar ao longo do desenvolvimento das crianças como isso funciona.

· Aos 18 meses a criança não tem intenção de machucar.

· Com 2 anos ela ainda não é capaz de ter intenção de machucar, mas pode ja comparar forcas, incluído as famosas mordidas.

· Aos 3 anos, cada conflito é uma boa oportunidade para ensinar alguma habilidade relacionada, como escutar o outro, ter empatia, desculpar-se, consertar.


Mas o que fazer na hora da briga?


· Muitas vezes precisamos apenas parar. Fazer as crianças pararem um pouco e nomear a situação para que ela comece a agir de outra maneira. Então elas param, prestam atenção, “olham” de fora e como não podem pensar e bater ao mesmo tempo, conseguem parar um pouco.


· Estimule a reflexão, mesmo quando muito pequenas e confie nelas para buscar uma solução. As crianças podem nos surpreender. Além disso, elas tendem a colaborar mais se a ideia partir delas.


· Então pode haver aqui uma mediação, onde nós somos os mediadores e não juízes, perceba essa diferença. Não escolha um lado e escute os dois lados.


· Peça para que a criança repita o que a outra disse. Crianças não tem consciência do que foi vivido pelo outro e quando elas escutam normalmente aceitam cooperar. Contando que não haja ataque nem julgamentos.


São muitos os desafios ao longo do caminho, mas sabendo que podemos ajudar de alguma forma, traz um certo conforto.

Não, não vamos resolver os problemas dos nossos filhos, mas vamos dar apoio e suporte para que possam sim se tornar boas pessoas!





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